quarta-feira, 16 de abril de 2014

::: 29a. Lavagem da Escadaria



A Lavagem da Escadaria da Catedral Metropolitana de Campinas é realizada todos os anos no Sábado de Aleluia e este ano completando 29 anos. Com objetivo de celebrar/reafirmar a resistência dos povos negros vindos de todas as partes do território africano, com seu rico legado cultural e religioso, este evento presta esclarecimentos sociais e culturais, com apresentações de mais de 30 grupos culturais dentre: Jongo, Congada, Folia de Reis, Catira, Dança Afro, Capoeira, Hip Hop, Rap, dentre outros e ainda com barracas de comidas típicas, artesanatos e microempreendedores da RMC,contando com participação de cerca de 3000 mil pessoas. Desde o ano de 2009 contamos com a Tenda da Saúde (exames DST/Aids), onde em parceria com o SUS e através do Projeto Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde, tendo seus Núcleos nas cidades de Hortolândia e Campinas, realizam  exames com resultados instantâneos sobre as DST/Aids; Contará ainda, com uma tenda de Direitos Humanos, onde serão prestados esclarecimentos sobre direitos e cidadania.

Programação - Sábado de Aleluia - 19 de abril
10: 00 hs - Descida em Procissão pela rua 13 de maio
11:00 hs - Cerimônia Religiosa e Lavagem da Escadaria
13:00 hs - Shows e Apresentações Culturais
16:00 hs - Encerramento


Informações: 

* (19) 3809.1608

* blogmaedango@gmail.com


* Veja fotos edições anteriores: Clique Aqui








quarta-feira, 9 de abril de 2014

::: Sessão Solene CIDADÃ CAMPINEIRA




Mãe Corajacy é 1ª mulher de religião de origem africana a receber título de cidadã campineira.

Categoria: Gêneros em Notícias
Publicado em Sexta, 21 Março 2014
Fonte Portal Geledés

Aos 70 anos de idade, Antônia Lima Duarte, mais conhecida como Mãe Corajacy, é a primeira mulher de comunidade tradicional de matriz africana a receber o título de Cidadã Campineira. O Projeto de Decreto Legislativo que propôs a entrega do título, de autoria do vereador Carlão do PT, foi aprovado por unanimidade na sessão de segunda (17 de março) da Câmara Municipal. A solenidade de entrega do título será dia 17 de abril, às 20h, no Plenário da Câmara. 

Entre outras realizações importantes de Antônia está a implantação em Campinas da Cerimônia de Lavagem da Escadaria da Catedral, tendo como referência a Festa do Nosso Senhor do Bonfim, na Bahia. Em 2014, esta cerimônia completará 29 anos em Campinas. A Lavagem da Escadaria da Catedral de Campinas é realizada todos os anos, no Sábado Aleluia. O objetivo da Cerimônia é celebrar a resistência do povo negro vindo de variadas regiões do continente africano, demonstrar a importância e a necessidade da preservação dos ritos afro-brasileiros como patrimônio cultural do País. A Lavagem da Escadaria é feita com essência de alfazema, flores brancas e água para partilhar com as pessoas presentes a energia positiva das ervas e de outros elementos da natureza. Da Bahia Antônia nasceu na cidade de Boa Nova, na Bahia, em 15 de maio de 1943. É filha de José Oliveira Lima e Ricardina Pereira de Lima. Chegou a Campinas em 1968, se casou e teve três filhos (Íris, Ivone e Ivan). Figura em diversos segmentos na cidade: participou da Corrida Integração, em 2002; é integrante do Programa do Micro Empreendedor da Prefeitura; foi membro do Grupo de Trabalho de Combate à Intolerância Religiosa da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) e é sacerdotisa da Comunidade Tradicional de Matriz Africana.


"Por todo o seu trabalho em favor da religiosidade, cultura e resgate histórico, Antônia é merecedora da homenagem. Além de ser a primeira mulher de comunidade tradicional a receber o título, é negra, o que é muito simbólico neste mês em que celebramos o Dia Internacional da Mulher (8) e o Dia Internacional de Luta Pela Eliminação da Discriminação Racial (21)", disse Carlão.

Por Dandewara Pereira 


::: CONVITE :::

Sessão Solene de entrega de título de Cidadã Campineira à 
Antonia de Lima Duarte (Mãe Corajacy)
17 de Abril de 204 às 20:00 h no
Plenário da Câmara Municipal de Campinas
Rua Roberto Mange ,66 - Ponte Preta







quinta-feira, 3 de abril de 2014

::: VEM AÍ ! :: Abril 2014 :: São Jorge



       ::: 5a. Festa de OGUM :::        

Cidade de ARARAQUARA

A BENÇÃO PARA QUEM É DE BENÇÃO, MOTUMBÁ PARA QUEM É DE MOTUMBÁ, KOLOFÉ PARA QUEM É DE KOLOFÉ E MAKUIU PARA QUEM É DE MAKUIU. 


FECUMSOL - FEDERAÇÃO ESPÍRITA DE UMBANDA E CANDOMBLÉ DO ESTADO DE SÃO PAULO “MORADA DO SOL“,COM SEDE: RUA JOSEPH SABEH HARB N° 1575 B: JARDIM SILVESTRE NA CIDADE DE ARARAQUARA 
CONVIDA PARA A "5°- FESTA DE SÃO JORGE “OGUM”. 



DIA: 13 DE ABRIL, DOMINGO ÀS 09:30 H, NO GINÁSIO DA PISTA -RUA EXPEDICIONÁRIOS DO BRASIL, 3013 BAIRRO: SÃO GERALDO.


MODO DE TRABALHO: É FORMADA UMA SÓ CORRENTE ESPIRITUAL. 
A ENTRADA NA CORRENTE É PERMITIDA A TODOS OS MÉDIUNS E TEMPLOS, DESDE QUE VESTIDOS DE BRANCO OU COM UNIFORME ESPECÍFICO, ABERTO A TODOS AFILIADOS OU NÃO AFILIADOS.

A ENTRADA GRATUITA

AS LINHAS QUE PASSARÃO: CABOCLOS NAS LINHAS DE OGUM E BOIADEIRO. OBS:. SERÁ PERMITIDO O USO DE BEBIDA E CIGARRO E CADA CASA SE PUDER LEVAR UM VAZINHO DE FLOR.


CONTATO:

CIDADE E REGIÃO DE ARARAQUARA LIGAR.

TEL.(16) 3214-8836 CASA / 98136-4885 TIM / 99763-3239 VIVO / 992824273 CLARO

PRESIDENTE: PAI FRANCISCO D’ OGUM.

CIDADE E REGIÃO DE JABOTICABAL LIGAR.
TEL. (16) 99744-2704 VIVO
DIRETOR REGIONAL: PAI UBIRAJARA D’ OXÓSSI.




       ::: Homenagem à OGUM :::        
  
Cidade de JACAREÍ  

A UFUC convida a todos os terreiros e simpatizante para a homenagem ao orixá OGUM, que acontecerá na Prainha Beira Rio. Participe, traga sua tenda e vamos louvar juntos à este grande orixá.

Dia.......: 26 de Abril 2014
Horario.: 17:00 às 22:00 h
Evento gratuito e aberto ao público

Mais informações:

Sebastião - (12) 3953-6550
Marcelo - (12) 9.8108-6047
Blog: http://ufuc-do-brasil.blogspot.com.br/ 




 :: 2a Carreata a São Jorge ::: 
  
Cidade de TERESÓPOLIS

"Quando tudo parece perdido, quando as forças do mau se agigantam pela frente...É o escudo poderoso do Santo Guerreiro que protege seus filhos, e o mau, representado pela imagem do dragão sob sua espada é vencido! Ogunhê!!! Salve Jorge!
(Vívian Ghreice)



VEM AÍ A "2ª CARREATA EM LOUVOR A SÃO JORGE EM TERESÓPOLIS"


LOCAL DE PARTIDA: VISTA SOBERBA - ENTRADA DA CIDADE

HORA.....................: A PARTIR DAS 15H

DIA........................: 27 DE ABRIL DE 2014

REALIZAÇÃO..........: Ceutoo Teresópolis

Informações: 
* Lilian Duarte - (21) 7602.9041




       ::: Festa de OGUM :::        
  
Cidade de SÃO PAULO - Parque da MOOCA


A AUEESP convida para a festa em homenagem à OGUM que acontecerá no dia 27 de Abril, às 16:00h, no Clube do Parque da Mooca, localizado à Rua Taquari, em frente a Universidade São Judas Tadeu. 

Tragam espadas de São Jorge para serem consagradas. Traje Branco. Entrada 1kg de alimento não perecivel.









::: VEM AÍ ::: Abril 2014 :::


       ::: PROJETO TAMBOR :::        :
  
Guerreiros de Oxalá

O Centro Cultural Ibi Foridè Guerreiros de Oxalá, defende a idéia de que a religião está para todos, assim como seu aprendizado e através de seu projeto TAMBOR, oferece conhecimento
gratuito a quem desejar. Uma de suas iniciativas são aulas de atabaques GRATUITAS Umbanda e Candomblé, que terão início dia 05/04/2014.
Apoie e patrocine esta idéia...

Inscrições Abertas.
Contato: (11) 3977.9845 e 9.6029-7320
Email: fabiobrito51@hotmail.com




       ::: A BANDEIRA DE OXALÁ :::        :
  
Jogo de Futebol entre o Povo do Santo


Dia 06 de Abril às 10:00 vamos reunir nosso povo e amigos para um evento beneficente em prol de arrecadação de alimentos às familias assistidas pelos terreiros do Grupo "SARAVAXÉ" - Amigos de Umbanda e Candomblé do Estado de São Paulo, ao qual o Aldeia do Caboclo Pedra Preta tem a satisfação de fazer parte. Venha prestigiar! A entrada será 1 kg de alimento não perecível. Premiação de troféus e medalhas ao 1o., 2o. e 3o. colocados. Reúna sua familia de santo e seus amigos, traga sua torcida,dê um drible na Intolerância e faça um gol à União! Pois...

" ... NENHUM DE NÓS É TÃO BOM,
QUANTO TODOS NÓS JUNTOS!"

Data....: 06 de Abril de 2014
Horário: à partir das 10:00 h
Local...: Clube Marieta
End.....: Rua Dr. Betim, 688 - Vl Marieta - Campinas- SP

Mais Informações:
* Entre em contato conosco: aldeia.cpedrapreta@gmail.com - 
(19) 9-9517.1454 /ou
* joao.galerani@gmail.com - (19) 9-8208.1743

À Luz de Nzambi à todos!
Saravá!

** Publicado: 28/02/2014




 ::: ÈSÚ x EXU O Movimento da Esfera ::::
  

No dia 08 de Abril (terça feira) acontecerá a palestra "ÈSÚ x Exu - O Movimento da Esfera, administrada por Bàbá Efun Fernando Okun Olola do Ilé Egbe Ogun Ati Orunmila.

O evento acontecerá no Terreiro da Vó Benedita, localizado à rua Meciaçu, 145 - Vl Ipê - Campinas, à partir das 19:00 h.




       ::: CONTOS D'ARUANDA :::        :
  
Lançamento do livro do autor André Cozta


O Terreiro Vó Benedita do Congo (Campinas), Terreiro Vó Benedita (Valinhos) e Casa de Caridade Itapuã, promovem o lançamento do livro "Contos D'Aruanda e algumas mensagens de fé, paz e evolução" em Campinas, com a presença do autor André Cozta autografando a nova obra.

Data: 11 de Abril
Horario: 19:30 h
Local: Rua Meciaçu, 145 - Vl Ipê - Campinas








::: Vivenciando a LEI CAÓ - 7716/89

03/04/14

::: INTOLERÂNCIA RELIGIOSA (Lei 7716/89 – lei Caó) :::

O jornalista, ex-vereador e advogado Carlos Alberto Caó Oliveira dos Santos, criou a Lei 7716/89, a chamada Lei Caó, que estabelece a igualdade racial e o crime de intolerância religiosa.

A lei Cão tem o nome em homenagem ao seu autor, Carlos Alberto Caó Oliveira dos Santos. Segue o artigo 20 da Lei Cão:

“Intolerância religiosa é um termo que descreve a atitude mental caracterizada pela falta de habilidade ou vontade em reconhecer e respeitar as diferenças ou crenças religiosas de terceiros. Poderá ter origem nas próprias crenças religiosas de alguém ou ser motivada pela intolerância contra as crenças e práticas religiosas de outrem”.

(*) Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.
(Redação dada pela Lei nº 9.459, de 15/05/97)
Pena: reclusão de um a três anos e multa.

§ 1º Fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, para fins de divulgação do nazismo. (Redação dada pela Lei nº 9.459, de 15/05/97)
Pena: reclusão de dois a cinco anos e multa.

§ 2º Se qualquer dos crimes previstos no caput é cometido por intermédio dos meios de comunicação social ou publicação de qualquer natureza: (Redação dada pela Lei nº 9.459, de 15/05/97)
Pena: reclusão de dois a cinco anos e multa.
§ 3º No caso do parágrafo anterior, o juiz poderá determinar, ouvido o Ministério Público ou a pedido deste, ainda antes do inquérito policial, sob pena de desobediência: (Redação dada pela Lei nº 9.459, de 15/05/97)
I – o recolhimento imediato ou a busca e apreensão dos exemplares do material respectivo;
II – a cessação das respectivas transmissões radiofônicas ou televisivas.

§ 4º Na hipótese do § 2º, constitui efeito da condenação, após o trânsito em julgado da decisão, a destruição do material apreendido. (Parágrafo incluído pela Lei nº 9.459, de 15/05/97)

** Exemplos da Lei na pratica:

Caso 01 – Rio de Janeiro

No Rio, o pastor da Igreja Evangélica Assembléia de Deus Trabalhadores da Última Hora Pr. Isaías da Silva Andrade recebeu em sua igreja Rodrigo Carvalho Cruz, conhecido como “Tico”, acusado como autor de roubo e a morte do turista italiano George Morassi, em novembro de 2007. Ali, Tico recebeu o Evangelho e aceitou Jesus.

O pastor aconselhou o criminoso arrependido a se entregar para a polícia. Na delegacia, o pastor, relatou: “Tico estava possuído por uma legião de demônios, como o Exu Caveira e o Zé Pilintra. Fizemos uma libertação nele e o convencemos a se entregar hoje”. Por causa dessa declaração, o pastor, que é afro-descendente, caiu vítima da Lei Caó, sendo denunciado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro por prática de preconceito religioso contra as entidades do candomblé.

Fazendo aplicação do artigo 20 da Lei Caó, a promotora Márcia Teixeira Velasco fez questão de ser a autora da denúncia contra o pastor afro-descendente, expressando a opinião de que o candomblé e seus praticantes “foram atingidos diretamente com a declaração racista e discriminatória, eis que o denunciado vilipendiou entidades espirituais da matriz africana, com a espúria finalidade de proteção de autor de nefasto crime”.
 
Por Ofá nylá
Ilè Asé Damatá Okè




quinta-feira, 27 de março de 2014

::: Centenário Joãozinho da GOMÉIA - I



27 de Março de 2014 


  PARTE I - Quem foi Joãozinho da GOMÉIA  

GOMÉIA - Tata Londirá 


Tata Londira - Rei do Candomblé


João Alves de Torres Filho ou Joãozinho da Goméia, também conhecido por Tata Londirá, era sacerdote do Candomblé de caboclo (Angola), nasceu em 27 de Março de 1914, na Bahia e morreu em 19 de Março de 1971 em São Paulo.

Foi pela cabeça que os orixás trouxeram o menino João Alves Torres Filho para o mundo do candomblé. Aos 10 anos, o garoto nascido em 1914, na cidade de Inhambupe em Salvador, já havia dado mostras de sua personalidade forte. Contra a vontade dos pais, deixou a casa da família para tentar a sorte na capital. Teve que se virar para sobreviver, mas contou com o apoio de uma senhora que morava na Liberdade, e que ele considerava sua madrinha. Foi essa senhora quem teve a idéia de levá-lo ao terreiro de Severiano Manuel de Abreu, conhecido como Jubiabá. Joãozinho sofria de fortes dores de cabeça, que não eram explicadas, nem curadas pelos médicos. Bastou que ele fosse "feito" no candomblé, para que as dores fossem embora. Elas seriam somente um aviso dos orixás, que cobravam a iniciação do menino.


Jovem Pai-de-Santo

Dona Maria José foi uma das primeiras filhas-de-santo do jovem Joãozinho da Goméia. Ele mal havia saído da adolescência quando fundou seu primeiro terreiro, num lugar chamado Ladeira de Pedra, no auge da repressão oficial aos terreiros de candomblé. "A polícia perseguia ele, mas tinha o doutor Matos, um delegado que protegia", lembra dona Maria José. Mais tarde, Joãozinho conseguiu arrendar um terreno na Rua da Goméia, em São Caetano, Bahia.
Naquele local, que ficaria incorporado para sempre ao seu nome, ele trilhou os primeiros passos da fama. Ao mesmo tempo, o jovem pai-de-santo começava a formar sua numerosa prole, iniciando muitos "filhos". Dona Maria José, por exemplo, fez parte de um "barco" de 19 pessoas iniciadas por Joãozinho. É uma façanha lembrada até hoje, porque iniciar tanta gente de uma vez não é para qualquer um.
Por essas e outras características, Joãozinho da Goméia chamava a atenção de pesquisadores famosos da época, como o baiano Edison Carneiro e a americana Ruth Landes, ganhando prestígio rapidamente e despertando polêmicas. Era um homem jovem, numa cultura religiosa dominada por velhas senhoras. Aos 21 anos, ele tinha seu próprio terreiro e havia formado várias filhas-de-santo, a maioria bem mais velha do que ele.


Essa ascensão precoce não era bem-vista no mundo do candomblé, onde a idade avançada é considerada um atributo importante para a escolha dos sacerdotes - e a própria Menininha do Gantois sofreu resistências por causa disso, quando assumiu a chefia do seu terreiro, aos 26 anos de idade. Além disso, Joãozinho batia candomblé da nação Angola, numa cidade em que predominava a cultura jeje-nagô. E ainda incorporava uma entidade com nítida influência indígena: o caboclo Pedra Preta.


O fato é que Joãozinho conseguiu fundar a sua "Goméia do Rio", em Duque de Caxias. "Desde sua chegada ao Rio de Janeiro, Joãozinho foi um verdadeiro promoter do candomblé. Suas atividades religiosas, como as festas de seus orixás, eram muito divulgadas na imprensa, que o promovia ao mesmo tempo em que fazia da Goméia um espaço de encontro não somente para as pessoas do povo-de-santo, mas para os diferentes segmentos sociais que passavam a ler e ter informações sobre o candomblé".



Joãozinho da Goméia possuia laços de amizade e clientes influentes da sociedade carioca; "Conta-se que a sogra de Juscelino (Kubitschek) era ligada a ele", observa Cristiano Henrique. Esperto, o pai-de-santo não negava, nem confirmava, essas relações. Mais do que ninguém, ele sabia da importância do sigilo no seu trabalho.João da Goméia além de um excelente costureiro, era também um excepcional bailarino e recebeu diversas homenagens do meio artistico como a de Baden Powell e Vinícius de Moraes que dedicaram um samba ao caboclo dele seu "Pedra-Preta". 


Mesmo os babalorixás (pais-de-santo) e ialorixás (mães-de-santo) que não simpatizavam com a sua figura, porém, têm hoje que reconhecer: Joãozinho da Goméia foi o grande responsável pela expansão do candomblé no Sudeste do país, a partir da década de 1950. Ele formou milhares de filhos-de-santo, que criaram novos terreiros em São Paulo e no Rio de Janeiro. Essas casas de candomblé apresentam-se orgulhosamente, ainda hoje, como fazendo parte do "modelo Goméia", ou da "raiz Goméia". A verdadeira Goméia, porém, não existe mais. Depois da morte de Joãozinho, em 1971, tanto o terreiro baiano, no bairro de São Caetano, como o terreiro fluminense, de Duque de Caxias, foram extintos.

Leia também: CENTENÁRIOS NEGROS - Joãozinho da Goméia - part.2



Fonte: 

- Imagens da internet

- Candomblé Agora é Angola - Ivete Miranda Previtalli
- Depoimento de Nengua dia Nkisi Dango
* Páginas da web: 
- Candomblé Angola Bantu - Yanavizala
- Cultura Bantu Afro Brasileira - Tata Kitalehoxi
- Fundação Palmares
- Wikipédia.org










::: Centenário Joãozinho da Goméia - II



 
27 de Março de 2014


  PARTE II -  A Origem da palavra GOMÉIA  


O Candomblé da Goméia foi instalado na rua Goméia, o que originou o nome de, Joãozinho da Goméia. 
Já a origem do nome da rua, se tem relatos, ser de origem entre, os Dahomeyanos e Angoleiros, supostamente na epoca da escravidão na Bahia. 

Origem Dahomeana:

Uma dessas versões é utilizada pelo antropologo Waldeloir Rego, que diz sobre a origem da palavra Goméia: “Por outro lado, os africanos quando aqui chegaram e foram se libertando, acomodavam-se em determinados locais, unindo-se por etnias. Deste modo, no local hoje chamado Goméia, que é uma corruptela de Abomey, se reuniam os povos de língua fon, vindos do Dahomey, hoje República Popular do Benin e aí se alastraram em derredor, formando pequenos agrupamentos em função das cidades daomeanas de suas procedências”… (Waldeloyr Rego, “Mitos e ritos africanos da Bahia”, In: Cartbé, Os deuses africanos no candomblé da Bahia. Salvador, Bigraf, 1993, p.185.) 

Origem Angolense:

A origem da palavra Goméia, com base fundamental nos ritos do Candomblé Angola, vem da existencia da palavra Goméia encontrada no “Truziamanfú” (Reza de origem Bantu), que também pode ter originado o nome da rua onde foi fundando o primeiro Candomblé de Joãozinho da Goméia e enraizado na epoca a Ndanji (raiz) Goméia ou como muitos preferem se expressarem… Axé Goméia.


Leia também:
- CENTENÁRIOS NEGROS - Joãozinho da Goméia - part. 1 
- CENTENÁRIOS NEGROS - Mãe Biu do Xambá

Fonte:
* Cultura Bantu Afro Brasileira - Tata Kitalehoxi
* Imagem - Fundação Palmares.org






 

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