Mostrar mensagens com a etiqueta ReligiãoECidadania. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta ReligiãoECidadania. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Aldeia NOTÍCIAS - Nome de rua SP



FUNDADORA DE PRIMEIRO TERREIRO DE CANDOMBLÉ PAULISTANO  TERÁ NOME DE RUA EM SÃO PAULO 


10.09.15
 São Paulo/SP – A Rua Ruiva, logradouro publico localizado em Vila Brasilândia, zona norte de São Paulo, mudará de nome em breve para Rua Manaunde, uma justa homenagem a sua fundadora. É que neste local encontra-se estabelecido o primeiro Terreiro de Candomblé de Santa Barbara, o primeiro de São Paulo fundado por Julita Lima da Silva, a saudosa mãe Manaundê, negra, nascida em Propriá, divisa do estado da Bahia com Sergipe, em 26 de fevereiro de 1926 e falecida na cidade de São Paulo no dia 23 de agosto de 2004, o Terreiro de nação angola da variante bantu. 

O Terreiro de Candomblé de Santa Barbara, marco histórico das tradições afro e de combate à intolerância na capital paulista, teve seu processo de urbanização nos anos 70, exatamente, no momento em que uma grande leva de migrantes se dirigiu para São Paulo. Esta sacerdotisa, iniciada pela famosa Nanã de Aracaju (Erundina Nobre dos Santos – 1891-1981), fixou-se em São Paulo a partir de 1958, e abriu seu terreiro em 1962 foi uma das mães-de-santo mais antigas da metrópole. 

Com o seu falecimento, Terreiro ficou por um longo período fechado para cumprimento de ritos fúnebres e reforma do espaço arquitetônico, vindo a ser reaberto às 19h00 do sábado 13 de dezembro do ano passado pela atual herdeira, Mam`etu Oyajidê – Pulqueria Albuquerque, de Matamba, que fez questão de realizar grande festa em honra a Bamborocema, Nkisi da fundadora. 

O evento, esperado com grande expectativa, pretende reuniu o maior numero de lideranças de povos e comunidades tradicionais de matriz africana da capital paulista celebraram com muito fervor a memória da lendária Mam’etu Manaundê. O projeto de apresentação de mudança do nome da Rua Ruiva para Rua Manaundê será apresentado na Câmara Municipal de São Paulo, pelo vereador Toninho Vespoli (PSOL/SP), atendendo ao pedido formulado pela Taata Katuvanjesi – Walmir Damasceno, coordenador nacional do ILABANTU e dirigente tradicional do Nzo Tumbansi. 

Fonte: 
- Ombala Tumbasi



quarta-feira, 24 de setembro de 2014

::: Racismo em escola


::: Racismo em escola de Campinas é denunciado ao Ministério Público :::


Para denunciantes, caso evidencia omissão de agentes políticos com o descumprimento da lei federal 10.639/03 e da LDB, que determinam o ensino da história afro-brasileira nas escolas.



Um possível caso de racismo contra uma funcionária nas dependências da Escola Estadual Jornalista Roberto Marinho, na região sudoeste de Campinas, foi denunciado ao Ministério Público Estadual (MPE), pelo vereador Carlão do PT e o Grupo Força da Raça, na segunda (22/9). Segundo relatado pela vítima, que trabalha na biblioteca, alguns colegas de trabalho lhe disseram que a coordenadora da escola se referiu a ela como “negra maldita”, em uma reunião com professores, dia 10 de setembro. Ela afirma, ainda, que a direção da escola tem pleno conhecimento do fato. 



 O caso chegou ao conhecimento dos denunciantes por meio da campanha “É Racismo! Não É Um Mal Entendido”, realizada desde março de 2013 pelo mandato do vereador e grupos que atuam no combate ao racismo na região de Campinas. Na avaliação deles, o possível crime de racismo evidencia a omissão de agentes políticos com o descumprimento da lei federal 10.639/03, que incluiu na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB, nº 9.394/1996) a obrigatoriedade do ensino regular da história afro-brasileira em todas as escolas do País (públicas e privadas). Embora em vigor desde 2003, a lei ainda não é aplicada na maioria das escolas. 


Fonte: http://www.carlaopt.com.br/

24/09/14






quinta-feira, 18 de setembro de 2014

::: Tombamento de 10 terreiros na Bahia


Decisão do Conselho de Cultura foi divulgada após sessão na quarta.Órgão argumenta que tombamento é melhor alternativa para proteger bens.

O Conselho Estadual de Cultura da Bahia aprovou, por unanimidade, um parecer da Câmara de Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Natural, que solicita o tombamento e o registro especial de 10 terreiros de candomblé em São Félix, no Recôncavo Baiano. A decisão foi divulgada após sessão realizada na quarta-feira (17). 

Em nota, o Conselho informou que o parecer é resultado de uma solicitação do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultura (IPAC), para que fosse feito o registro especial desses espaços como patrimônio imaterial. No entanto, a Câmara "decidiu que o tombamento é a melhor alternativa para garantir a proteção desses terreiros e a conservação dos seus espaços físicos". 

Segundo o Conselho, o registro especial proposto aos terreiros prevê a preservação dos aspectos simbólico-culturais. O órgão explica que a medida zela pelos bens imateriais, como as manifestações populares. Já o tombamento é voltado para a preservação física dos espaços, "para bens culturais materiais, como imóveis e obras de arte". 

Confira a relação dos terreiros contemplados no dossiê analisado pelo Conselho Estadual de Cultura da Bahia:
1 - Terreiro Humpane Ayomo Huntólogi
2 - Terreiro Viva Deus ( Asepó Eran Opé Olúwa) 
3 - Terreiro Aganju Didê 
4 - Terreiro Raiz de Ayrá 
5 - Terreiro Ilê Axé Ogunjá 
6 - Terreiro Lobanekum 
7 - Terreiro Ogodô Dey 
8 - Terreiro Dendezeiro Incossi Mukumbi 
9 - Terreiro Ilê Axé Itayle 
10 - Terreiro Labanekum Filha


18/09/14











::: Festa de Iemanjá Peruíbe



:::APROVADO NA CÂMARA PROJETO DE LEI DA FESTA DE IEMANJÁ:::


Comissão organizadora das festividades à Iemanjá
O Conselho Municipal de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra de Peruíbe, na pessoa da Conselheira Presidente Luciane Maria Carmeille, esteve dia 17 de setembro, presente à Sessão Ordinária realizada na Câmara Municipal e participou do momento em que foi lido e aprovado o Projeto de Lei que regulamentará as Festividades da Semana de Iemanjá no município.


O Projeto de Lei foi discutido entre os Sacerdotes e Sacerdotisas de Matrizes Africanas da cidade e com o apoio deste Conselho foi organizada em reunião que contou com a presença significativa de representantes de Casas e Templos de Peruíbe a Comissão formada por Sacerdotes e Sacerdotisas, que elaborou o documento entregue à Vereadora Mari Laila Tanios Maalouli, que prontamente convidou a Drª Vânia – responsável pelo Setor Jurídico do Legislativo de Peruíbe para que auxiliasse a Comissão nos detalhes necessários para que o documento fosse encaminhado às Comissões para posteriormente ser lido e aprovado em sessão.

Membros da Comissão Organizadora das Festividades da Semana de Iemanjá: Pai Luiz Santos – Casa Laje Grande, Aguinaldo Luiz Machado – Tenda de Caridade Sol Nascente C. Jurema , Yá Brígida de Souza Ferreira – Afefé Odara Omi Ayé Dída, Diogo de Souza – Abassá Odé Baomim Axé Tumba Jussara, Babá Eduardo Osumare – Ile Afujidan e Comunidade Lua Branca, Maurício Ogum – Kwê Gunjá, Pai David Veronezi – Tenda da Caridade, Eliane Deleu Yunes – Casa de Yemanjá Centro de Umbanda de Peruíbe, Olivan Luciano e a Conselheira Presidente deste Conselho – Luciane Maria Carmeille.


No dia de hoje o documento foi APROVADO em UNANIMIDADE pelos Vereadores presentes e para que Peruíbe efetivamente tenha em seu Calendário Anual de Eventos a SEMANA DE IEMANJÁ, basta a sanção da Srª. Prefeita Municipal.


Este Conselho parabeniza a Vereadora Mari Laila Tanios Maalouli que abraçou esta iniciativa popular, as pessoas que estiveram envolvidas direta e indiretamente e todos os Sacerdotes e Sacerdotisas envolvidos neste processo que é um marco histórico para nosso município e estamos certos de que haverá o respeito às Tradições Religiosas e o Presente de Iemanjá será realizado por todos nós!


Fonte: Conselho da comunidade negra de Peruíbe
18/09/14



terça-feira, 17 de junho de 2014

::: Juristas contra a Intolerância



 Grupo Multireligioso de juristas é criado para combater a  intolerância 

 Advogados irão agir conjuntamente em casos de denúncias de  discriminação 


RIO - Representantes de várias religiões decidiram criar um grupo de juristas para defender fieis das mais variadas matizes de casos de preconceito e intolerância. A decisão foi anunciada por integrantes de Igreja Católica, Umbanda, Candomblé, Budismo, Islamismo e Judaísmo. O grupo foi recebido num templo de candomblé, localizado no Bairro de Bonsucesso, na Zona Norte, nesta segunda-feira. A ideia surgiu depois que o juiz Eugênio Rosa, da Justiça Federal, afirmou, em sentença emitida a um pedido de liminar, que umbanda e candomblé não são religiões.

O interlocutor da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, Ivanir dos Santos, representante do candomblé, celebrou o caráter “inédito” da criação do grupo de advogados para defender os direitos das manifestações religiosas - tenham elas o cunho que tiverem. Ele conta que a ideia surgiu de uma conversa com representantes da Igreja Católica e começou a ganhar força nas últimas semanas. O grupo também irá acompanhar o desenrolar do atual processo na Justiça Federal.
- Vamos manter a mobilização e nossa ofensiva junto ao Judiciário. Com o grupo, começaremos a monitorar outras agressões e casos de preconceito que possam surgir. Finalmente, poderemos agir de forma unida - afirma Ivanir, emendando, ainda, que a investida de se reunir juristas em torno de várias crenças é inédita “no mundo”.
A tentativa das lideranças é mais ambiciosa e terá um obstáculo pela frente: trazer para o debate sobre intolerância religiosa representantes dos evangélicos, que ainda não sinalizaram positivamente neste sentido. Alguns dos vídeos acusados de desrespeitar umbanda e candomblé - e alvos do processo judicial em curso - têm como cenário, justamente, templos neopentecostais. Ivanir dos Santos declarou que já se abriu uma porta ao diálogo com algumas lideranças, mas ainda não houve avanço em definitivo. Ele sustenta que, com a decisão liminar do desembargador, as esperanças de uma vitória final na justiça aumentam.
- Com a decisão do desembargador uma luz se acendeu. Mesmo com o processo voltando para o mesmo juiz, acreditamos que temos uma chance grande de sairmos vitoriosos. Não somos contra a liberdade de expressão, mas contra o ódio e o preconceito (que seriam expostos nos vídeos).



Fonte:
* O Globo Online - Clique aqui (Por Juliana Prado)

17/06/14


terça-feira, 20 de maio de 2014

::: 4o. Simpósio Internacional de Medicinas Tradicionais

20/05/14



::: 4o.Simpósio Internacional de Medicinas Tradicionais e Práticas Contemplativas :::
A Medicina Indígena e do Candomblé

As tradições afro-amerindias ganharam espaço no debate científico sobre equilíbrio e saúde.

A integração entre corpo e mente que hoje os profissionais de saúde pesquisam com o objetivo de prevenir e e tratar desequilíbrios é inerente às tradições da medicina popular. Convidados a discutir como essas práticas dialogam hoje com ciência, representantes da umbanda, candomblé e da medicina praticada pelos pajés trouxeram seus saberes para o 4º Simpósio Internacional de Medicinas Tradicionais e Práticas Contemplativas, realizado pela Universidade Federal de São Paulo e Associação Palas Athena. 


“Na cultura indígena, não podemos dissociar as tradições de religião e medicina. Não é só a prática que é integrativa, a concepção desses saberes também são”, afirma a antropóloga Lúcia Helena Rangel. “Saúde é um estado de bem-estar físico, psíquico e mental, segundo a definição da Organização Mundial de Saúde. Nós, dentro da tradição afro-brasileira, dizemos que saúde é a harmonia do espírito", diz o médico Bruno Barbosa, membro da Faculdade de Teologia Umbandista. "Se o espírito está em harmonia, o corpo físico também está.” 


O pajé Kaká Werá, em sua convivência com índios guaranis, explica que nessa tradição "todo o princípio de cura não é fragmentado da espiritualidade". Até hoje, em qualquer comunidade guarani há um espaço chamado de opã, a casa de reza. "O local onde acontece a cura é o mesmo onde ocorrem os encontros sagrados, os batismos, as preces, os ritos de passagem."



"Os ricos estão com depressão porque o dinheiro não trata a dor e os pobres têm problema de banzo porque não têm o que comer. Criamos um mundo de disputas e dele a medicina não dá conta sozinha"
A ligação entre o corpo e o espírito foi destacado também por Mãe Dango, sacerdotisa de um templo de candomblé angola e ativista da liberdade religiosa no Brasil. “Se nós não tratarmos da alma, compreendendo o que é a chamada fitoterapia espiritual, se a medicina não sair do caminho da racionalidade, do cumprimento do dever, se ela não tomar de volta esses notórios saberes, discutindo um pouco o fato de que o câncer é criado pela dor da alma, no futuro estaremos ainda mais doentes." 


  Axé para todos  


"Nas religiões afro-brasileiras, quando queremos desejar força, saúde, paz e vitalidade, desejamos axé", explica Barreto. O sacerdote explica que os banhos de folha e tudo que é feito das religiões afro-brasileiras são feitos de maneira sacralizada e ritmada. "Até pra se colher uma folha há uma metodologia que pode começar com uma simples defumação, queimando uma erva seca e essa simples queima de uma erva faz mexer na energia de elementos como fogo, ar e terra", completa.
A mãe de santo explicou também sobre a necessidade de haver no mundo, pessoas que querem discutir o que é corpo e alma, livre de preconceitos e abertos à diversidade.


  Somos luz  


A dança é fundamental no processo de cura da tradição guarani, explica Kaká Werá. " A dança nos devolve a saúde, a harmonia, no nosso caso, a dança semicircular". Ele esclarece a dificuldade que existe para que as pessoas entendam essa medicina do ponto de vista meterial. "Não se pode entender como essas ferramentas curam com o olhar material porque essa tradição parte da ideia de que somos espíritos, e não matéria. Acreditamos que antes de sermos presença física dentro de uma forma, somos uma essência sutil, intangível e luminosa." 

"Para uma sociedade acostumada a acessar as informações em documentos, é preciso saber que essas práticas não são superiores nem inferiores à medicina como conhecemos hoje". A tradição guarani e suas práticas medicinais possuem cerca de 12 mil anos de existência. "A diferença é que esses conhecimentos não foram escritos." 




  Fé  e ciência na mesma sintonia  



"Durante muito tempo os costumes e tradições africanos e indígenas foram marginalizados, por isso é fundamental propagar as ideias e discussões", salienta Bruno Barbosa. "Precisamos deixar de encarar a ciência como algo ortodoxo ante a espiritualidade, pois não são coisas opostas, são complementares", finaliza.



Fonte e mais sobre o simpósio acesse: 




sexta-feira, 16 de maio de 2014

::: Selo da UMBANDA

16/05/14


Umbanda é homenageada 
em selo dos Correios

Os Correios realizam nesta quinta-feira (15 de maio 2014) o lançamento do selo especial Umbanda - Sincretismo Religioso Brasileiro, durante sessão solene em homenagem à Umbanda, às 20h, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. 

A cerimônia ocorreu no Plenário Juscelino Kubitschek de Oliveira, com a presença do presidente dos Correios, Wagner Pinheiro de Oliveira, do deputado federal Vicentinho e dos deputados estaduais Gerson Bittencourt, Leci Brandão e Luis Claudio Marcolino, além de líderes religiosos.

O selo traz a imagem, com fundo vermelho, a imagem de Zélio Fernandino de Moraes, e destaca dois atabaques, instrumentos musicais utilizados na prática dos rituais de Umbanda e símbolos oficiais da religião.

A técnica utilizada foi desenho digital, pela artista Lidia M. H. Neiva. A tiragem é de 600 mil selos, com valor facial de R$ 1,20 cada. As peças filatélicas podem ser adquiridas nas agências dos Correios, na loja virtual e na Central de Vendas à Distância (centralvendas@correios.com.br)


* Correios - http://www.correios.com.br/para-voce/noticias/umbanda-e-homenageada-em-selo-dos-correios









quarta-feira, 9 de abril de 2014

::: Sessão Solene CIDADÃ CAMPINEIRA




Mãe Corajacy é 1ª mulher de religião de origem africana a receber título de cidadã campineira.

Categoria: Gêneros em Notícias
Publicado em Sexta, 21 Março 2014
Fonte Portal Geledés

Aos 70 anos de idade, Antônia Lima Duarte, mais conhecida como Mãe Corajacy, é a primeira mulher de comunidade tradicional de matriz africana a receber o título de Cidadã Campineira. O Projeto de Decreto Legislativo que propôs a entrega do título, de autoria do vereador Carlão do PT, foi aprovado por unanimidade na sessão de segunda (17 de março) da Câmara Municipal. A solenidade de entrega do título será dia 17 de abril, às 20h, no Plenário da Câmara. 

Entre outras realizações importantes de Antônia está a implantação em Campinas da Cerimônia de Lavagem da Escadaria da Catedral, tendo como referência a Festa do Nosso Senhor do Bonfim, na Bahia. Em 2014, esta cerimônia completará 29 anos em Campinas. A Lavagem da Escadaria da Catedral de Campinas é realizada todos os anos, no Sábado Aleluia. O objetivo da Cerimônia é celebrar a resistência do povo negro vindo de variadas regiões do continente africano, demonstrar a importância e a necessidade da preservação dos ritos afro-brasileiros como patrimônio cultural do País. A Lavagem da Escadaria é feita com essência de alfazema, flores brancas e água para partilhar com as pessoas presentes a energia positiva das ervas e de outros elementos da natureza. Da Bahia Antônia nasceu na cidade de Boa Nova, na Bahia, em 15 de maio de 1943. É filha de José Oliveira Lima e Ricardina Pereira de Lima. Chegou a Campinas em 1968, se casou e teve três filhos (Íris, Ivone e Ivan). Figura em diversos segmentos na cidade: participou da Corrida Integração, em 2002; é integrante do Programa do Micro Empreendedor da Prefeitura; foi membro do Grupo de Trabalho de Combate à Intolerância Religiosa da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) e é sacerdotisa da Comunidade Tradicional de Matriz Africana.


"Por todo o seu trabalho em favor da religiosidade, cultura e resgate histórico, Antônia é merecedora da homenagem. Além de ser a primeira mulher de comunidade tradicional a receber o título, é negra, o que é muito simbólico neste mês em que celebramos o Dia Internacional da Mulher (8) e o Dia Internacional de Luta Pela Eliminação da Discriminação Racial (21)", disse Carlão.

Por Dandewara Pereira 


::: CONVITE :::

Sessão Solene de entrega de título de Cidadã Campineira à 
Antonia de Lima Duarte (Mãe Corajacy)
17 de Abril de 204 às 20:00 h no
Plenário da Câmara Municipal de Campinas
Rua Roberto Mange ,66 - Ponte Preta







quinta-feira, 3 de abril de 2014

::: Vivenciando a LEI CAÓ - 7716/89

03/04/14

::: INTOLERÂNCIA RELIGIOSA (Lei 7716/89 – lei Caó) :::

O jornalista, ex-vereador e advogado Carlos Alberto Caó Oliveira dos Santos, criou a Lei 7716/89, a chamada Lei Caó, que estabelece a igualdade racial e o crime de intolerância religiosa.

A lei Cão tem o nome em homenagem ao seu autor, Carlos Alberto Caó Oliveira dos Santos. Segue o artigo 20 da Lei Cão:

“Intolerância religiosa é um termo que descreve a atitude mental caracterizada pela falta de habilidade ou vontade em reconhecer e respeitar as diferenças ou crenças religiosas de terceiros. Poderá ter origem nas próprias crenças religiosas de alguém ou ser motivada pela intolerância contra as crenças e práticas religiosas de outrem”.

(*) Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.
(Redação dada pela Lei nº 9.459, de 15/05/97)
Pena: reclusão de um a três anos e multa.

§ 1º Fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, para fins de divulgação do nazismo. (Redação dada pela Lei nº 9.459, de 15/05/97)
Pena: reclusão de dois a cinco anos e multa.

§ 2º Se qualquer dos crimes previstos no caput é cometido por intermédio dos meios de comunicação social ou publicação de qualquer natureza: (Redação dada pela Lei nº 9.459, de 15/05/97)
Pena: reclusão de dois a cinco anos e multa.
§ 3º No caso do parágrafo anterior, o juiz poderá determinar, ouvido o Ministério Público ou a pedido deste, ainda antes do inquérito policial, sob pena de desobediência: (Redação dada pela Lei nº 9.459, de 15/05/97)
I – o recolhimento imediato ou a busca e apreensão dos exemplares do material respectivo;
II – a cessação das respectivas transmissões radiofônicas ou televisivas.

§ 4º Na hipótese do § 2º, constitui efeito da condenação, após o trânsito em julgado da decisão, a destruição do material apreendido. (Parágrafo incluído pela Lei nº 9.459, de 15/05/97)

** Exemplos da Lei na pratica:

Caso 01 – Rio de Janeiro

No Rio, o pastor da Igreja Evangélica Assembléia de Deus Trabalhadores da Última Hora Pr. Isaías da Silva Andrade recebeu em sua igreja Rodrigo Carvalho Cruz, conhecido como “Tico”, acusado como autor de roubo e a morte do turista italiano George Morassi, em novembro de 2007. Ali, Tico recebeu o Evangelho e aceitou Jesus.

O pastor aconselhou o criminoso arrependido a se entregar para a polícia. Na delegacia, o pastor, relatou: “Tico estava possuído por uma legião de demônios, como o Exu Caveira e o Zé Pilintra. Fizemos uma libertação nele e o convencemos a se entregar hoje”. Por causa dessa declaração, o pastor, que é afro-descendente, caiu vítima da Lei Caó, sendo denunciado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro por prática de preconceito religioso contra as entidades do candomblé.

Fazendo aplicação do artigo 20 da Lei Caó, a promotora Márcia Teixeira Velasco fez questão de ser a autora da denúncia contra o pastor afro-descendente, expressando a opinião de que o candomblé e seus praticantes “foram atingidos diretamente com a declaração racista e discriminatória, eis que o denunciado vilipendiou entidades espirituais da matriz africana, com a espúria finalidade de proteção de autor de nefasto crime”.
 
Por Ofá nylá
Ilè Asé Damatá Okè




terça-feira, 25 de março de 2014

::: Curso de Extensão Gratuito




O curso de extensão Cultura e História Africana e Afrobrasileira: Promovendo a Cultura Negra via Educação terá suas inscrições abertas até o dia 28 de Março e é patrocinado pelo PROAC - Programa de ação cultural, da Secretaria do Estado da Cultura de SP. 

Acontecerá na cidade de Matão, estás sendo realizado pelo IMMES - Instituto Matonense Municipal de Ensino Superior e iniciará no mês de Abril.

Este projeto juntamente com mais nove, foi aprovado dentro dos 104 enviados ao PROAC e contará com a participação de docentes e pesquisadores, mestres e doutores nas áreas de sociologia, antropologia, literatura e educação.

O curso é gratuito e tem como objetivo formar e capacitar professores para o atendimento da Lei 10.639/03, que institui o ensino nas escolas públicas e privadas da Cultura e Historia Africana e Afrobrasileira e  demais interessados.

As atividades ocorrerão nos meses de Abril e Maio, Agosto e Setembro e os encontros serão quinzenais.

Para mais informações acesse:
- www.immes.edu.br ou 
- Email: curso.rrae@gmail.com






quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

::: VEM AÍ! ::: Março 2014::: TEM MAIS

















::: Conversa de Terreiro :::

Ressignificando a História e a Cultura Africana e Afro-brasileira na Escola 

Acontecerá no dia 8 de março de 2014 das 10h00 às 19h00 na Comunidade Tradicional de Matriz Africana Bantu – ILABANTU, onde se discutirá assuntos e situações de Comunidades Tracionais de Terreiros, a implantação do ensino da cultura africana nas escolas, atrações e diversas outras abordagens. 
Vale a pena Conferir! E é Gratuita, basta comparecer à ILABANTU - localizada na Rodovia Armando Salles, 5205 – Recreio Campestre – Itapecerica da Serra/SP
Para mais Informações:
(11) 4165.43333
(11) 9-9339.1977 (Claro)
(11) 7716.6061 (Nextel)


::: Veja a Programação :::

10h00: Abertura Tradicional Coordenação Geral: Walmir Damasceno – jornalista, especialista em Relações para Educação Étnico-raciais e Africanidades, graduado em Direito pela Universidade São Marcos (SP), fundador do Instituto Latino Americano de Tradições Afro Bantu (Ilabantu), Coordenador de Politica de Promoção da Igualdade Racial do Gabinete do Prefeito de Itapecerica da Serra/SP

10h15: Conferência Especial


Marga Janete Stroher – Assessoria de Direitos Humanos e Diversidade Religiosa – Secretaria Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos- Secretaria de Direitos Humanos/Presidência da República


10h30: Mesa 1


Perseguição aos cultos afro-brasileiros uma nova espécie de holocausto?


Coordenadora: Veridiana Machado – Makota Maiangansi – Terreiro Tumbansé/ Salvador-Ba. – Mestranda em Psicologia na FFCLRP/USP

1.Professora Mestra Rosiane Rodrigues, jornalista, com especialização em História do Holocausto pelo Museu Yad Vashen (Jerusalém, Israel), pós-graduada em Educação para as Relações Étnico-Raciais e Mestra em Antropologia pela UFF/RJ. Autora do livro “Nós” do Brasil e pesquisadora do Núcleo Fluminense de Estudos e Pesquisas (NUFEP) e INCT-INEAC / UFFOs

Desafios, as Contribuições, os Preconceitos

2.Professora Érica Ferreira, Geografia – USP -Professora da Prefeitura de São Paulo – Ensino Fundamental II Especialização em Formação de Professores (Ensino Superior) pelo IFSP – Instituto Federal São Paulo


11h20: Apresentação cultural

Recital Poético de Exaltação negra com performance e cântico negro, por Wilton Santos, membro da Academia de Letras Estanciana (AEL, Estância-Sergipe), membro do Clube dos Poetas Estanciano (CPE), bailarino, ator, escritor e dirigente tradicional de matriz africana (Estância/SE);

Mesa 2 – Relações Raciais e Racismo com ênfase em Educação Para as Relações Étnico-Raciais e Saúde da População Negra

Coordenadora: Dra Eunice Kitamazi N ganga – Médica Sanitarista

Professor Deivison Nkosi – Professor, Graduado em Ciências Sociais pelo Centro Universitário Santo André (2005); Mestre em Ciências da Saúde pela Faculdade de Medicina do ABC (2010) e Doutorando em Sociologia pelo Programa de Pós-Graduação em Sociologia – UFSCAR (PPGS-UFSCAR). Tem experiência nas Áreas: Relações Raciais e Racismo com ênfase em Educação Para as Relações Étnico-Raciais e Saúde da População Negra; Já atuou em projetos de Prevenção às DST/AIDS, Saúde e Direitos Sexuais e Reprodutivos, Combate ao Racismo Institucional, Africanidades e Movimento Hip-Hop.


11h45: Apresentação Cultural – Kwê Mina Odan Axé Boço Dá-Hô – Mãe Sandra de Xandantã


12h15: Almoço Tradicional


13h00: Apresentação da Escola de Samba Rosa Serrana


13h30: Mesa 3 – Experiências escolares no ensino das religiões de matriz africana

Coordenador: Professor Mauricio Mutadiamy Santos – Instituto de Educação Mwana Zambe


1. Professor Doutor Otair Fernandes da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro – UFRRJ/Campus Nova Iguaçu, Professor Adjunto do Departamento Educação e Sociedade (DES), Coordenador do Laboratório de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Leafro/UFRRJ), Grupo de Pesquisa Educação e Relações Étnico-Raciais (GPESURER), Pet/Conexões de Saberes: dialogando e interagindo com as múltiplas realidades e saberes da Baixada Fluminense/RJ.


2. Professora Rachel Rua Baptista Bakke Doutora em Antropologia pela USP, o título do trabalho é Na escola com os Orixás o ensino das religiões afro brasileiras na aplicação da lei 10.639.


3. Professor Milton S. Santos – Doutorando em Antropologia Social, UNICAMP.


14h20: Apresentação Cultural Grupo Deodara


14h40: Mesa 4 – O espaço sagrado e profano nas religiões de matriz africana


Coordenador: Professor Paulo Sergio Barboza – Professor da Rede Estadual de Ensino de São Paulo, ativista político e do Movimento Negro Autônomo


1. Professor Jonathan Marcelino Graduado em Geografia pela Universidade Federal Fluminense (2010). Mestre em Geografia Humana/política pelo Programa de Pós Graduação em Geografia Humana do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo USP (2013). Ex- pesquisador/associado ao programa CNPQ (2010-2013). Professor do departamento de Geografia e História da Universidade Anhanguera Educacional (SP), professor de Geografia efetivo da Rede Municipal de Educação de São Paulo lotado nas unidades educacionais EMEF Jornalista Millôr Fernandes, e EMEF Zulmira Cavalheiro Faustino. Experiência na área de Geografia, com ênfase em Geografia Social, e Geografia dos Movimentos Sociais atuando principalmente nos seguintes temas: Ativismos Urbanos, Mobilização política, organização das cidades, e ordenamento do espaço urbano. Estudos com abordagem em questões étnico-raciais, Geografia e Ensino com foco na articulação das Leis 10639/03 e 11645/08, Geopolítica do Continente Africano, território e territorialidade negra, e Diáspora Africana.


2. Pedro Neto – Cientista Social PUC-SP, Pesquisador em Antropologia das Populações Afro-Brasileiras, desde 2000 é membro do Núcleo de Relações Raciais, Memória, Identidade e Imaginário do PEPG-PUC-SP coordenado pela Profa. Teresinha Bernardo e Pesquisador Técnico da FAPESP no projeto “Racismo e Educação: A Lei 10.639/2003 na rede estadual de São Paulo. Membro Titular do Colegiado Setorial de Culturas Afro-Brasileiras do Conselho Nacional de Politica Cultural do Ministério da Cultura. Produtor cultural e consultor especialista em adequação de projetos para editais, leis de incentivo municipais, estaduais e federais, é Diretor de Projetos da Campomare Produções, Diretor da Etu Comquem Pesquisa e Produção, Diretor do Fórum para as Culturas Populares e Tradicionais, Diretor da FUNACULTY – Fundação de Apoio a Cultura e a Tradição Yorubana no Brasil, Diretor da Ago Lona Associação Cultural, Diretor da Associação Barracões Culturais da Cidadania e membro fundador da Rede Kultafro de empreendedores, artistas e produtores de cultura negra. Em 2013 organizou o Alaiandê Xirê – Festival Internacional de Alabês em SP. http://alaiandexiresp.com.br/programacao.html Foi assistente de projetos na Fundação Tide Setúbal, coordenador do Centro Cultural do Jabaquara / Acervo da Memória e do Viver Afro-Brasileiro – SMC e membro do Conselho Municipal de Cultura da cidade de São Paulo, como documentarista recebeu em 2005 o 1º Prêmio Palmares de Comunicação – MINC pela direção do documentário Iyalode – Damas da Sociedade. É onilu iniciado no Ilê Àse Palepa Mariwo Sesu – SP (fundado em 1979) dirigido por Ìyà Sessu, e neto do Ilê Àse Ode Kitálesi – SP (fundado em 1976) dirigido por Bàbá Aulo Barretti Filho e Bisneto do Ilê Axé Opo Afonjá – BA.


15h40: Mesa 5 – O olhar antropológico sobre as Religiões de Matriz Africana


Coordenadora: Zélia Lucas Patrício, Assistente Social (Unisa) Pedagoga (FAPI) atuou por 9 anos na Coordenadoria de Mulheres e Promoção da Igualdade Racial de Osasco desenvolvendo politicas publicas. Assessora Técnica na Secretaria Municipal de Politicas de Promoção da Igualdade Racial de São Paulo (SMPIR) na Coordenação de Patrimônio Cultural e Comunidades Tradicionais.


1. Professora Patrícia Ferreira e Silva mestre em Antropologia Social (USP), pesquisadora do CERNe (USP).


2. Professora-Mestra Lídia Lopes Ozório, responsável pela disciplina na Pedagogia de Educação e Relações Étnico – Raciais, Departamento de Assistência ao Estudante da UNIFEI/MG.


16h00: Apresentação cultural “Ao som dos atabaques bantu” – Taata Kambandu Kisaneji – Taata Kambandu Kiadilunji – Taata Kamukeenge Kyalundi Anzambi – Taata Kambandu Kwaasikembe


16h20: Mesa 6 – Os estudos bantos no âmbito dos estudos de africanidade religiosa no Brasil


Coordenador: Jornalista Arnaldo Katuloji dos Anjos


1. Professor Doutor Carlos Serrano (USP)


2. Professor Doutor Sérgio Paulo Adolfo, professor assistente da Universidade Estadual de Londrina/PR – Taata Kisaba Kiundundulu, do Nzo Tumbansi, Conselheiro do Ilabantu.


3. Professor Edson Kakolo, Engenheiro (Universidade Jean Pieget, Benguela, Angola), Membro da Sociedade Tradicional Chaya Kokue, Saurimo, Lunda-Sul/Angola.


17h10: Apresentação do Grupo de Capoeira Filhos de Tupinambá – Mestre Canibal









 

© Aldeia do Caboclo Pedra Preta by Dmaga - Designed by Simply Fabulous Blogger Templates